UMA ANÁLISE ACERCA DAS CONCEPÇÕES DE APOLÍNEO E DIONISÍACO NA FILOSOFIA NIETZSCHIANA
Palavras-chave:
Nietzsche, Apolíneo, Dionisíaco, ArteResumo
O presente artigo pretende analisar o universo apolíneo e dionisíaco na primeira fase do pensamento nietzschiano, especialmente na obra O Nascimento da tragédia (1872). Inicialmente, aborda-se a forte influência de Schopenhauer nesse momento da filosofia de Nietzsche, principalmente a partir dos conceitos de vontade e representação. Em seguida, o texto apresenta a origem mitológica dos deuses gregos Apolo e Dionísio, de modo a ressaltar a importância que Nietzsche atribui à arte trágica, ao manifestar a união dos impulsos (antagônicos) apolíneos e dionisíacos. Por fim, busca-se expor as vigorosas críticas nietzschianas às abstrações metafísicas da filosofia tradicional, a qual, desde Sócrates, produziu uma tendência constante de afirmação do apolíneo e negação do dionisíaco. Dessa maneira, torna-se fundamental resgatar a dimensão dionisíaca, de modo a revalorizar e afirmar o mundo, a cultura e a vida.
Referências
DELEUZE, Gilles. Nietzsche. Tradução Alberto Campos. Lisboa: Edições 70, 2007.
DIAS, Rosa Maria. A influência de Schopenhauer na filosofia da arte de Nietzsche em O nascimento da tragédia. Cadernos Nietzsche v.3, p. 07-21, 1997.
GIACOIA JUNIOR, O. Nietzsche. São Paulo: PUBLICAFOLHA, 2000.
GONTIJO, Fernanda Belo. O apolíneo e o dionisíaco como manifestações da arte e da vida. Existência e arte: Revista Eletrônica do grupo PET- Ciência Humanas, Estéticas e Artes da Universidade Federal de São João Del- Rei, ano ll, jan/ dez, dez. 2006.
BORGES, André de Barros. O ensinamento nietzschiano através do gênio para a formação de um novo tipo humano. 2004. Tese (Doutorado em filosofia) - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - Puc-Rio, Rio de Janeiro, 2004.
MARTON, Scarlett. Nietzsche: a transvaloração dos valores. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2006.
MARTON, Scarlett. Nietzsche: das forças cósmicas aos valores humanos. São Paulo: Editora brasiliense, 1990.
NIETZSCHE, Friedrich W. A Gaia Ciência. 3.ed. Tradução Edson Bini, Márcio Pugliesi e Noberto de Paula Lima. São Paulo: Hemus, 1981.
NIETZSCHE, Friedrich. Assim falou Zaratustra: um livro para todos e para ninguém. Tradução de Carlos Duarte e Anna Duarte. São Paulo: Martin Claret, 2014.
NIETZSCHE, Friedrich. O nascimento da tragédia ou helenismo e pessimismo. Tradução, notas e prefácio: J. Guinsburg. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
PAES, Carolina Casarin. O apolíneo e o dionisíaco no pensamento de Nietzsche. Anais do 2º Encontro de Diálogos Literários. Curitiba: Universidade Estadual do Paraná, p. 145-152, 2013. Disponível em: https://dialogosliterarios.files.wordpress.com/2013/12/40.pdf. Acesso em: 20/ 10/ 2020.
SALES, J. A dissolução da subjetividade na via estética de Nietzsche. Griot: Revista de Filosofia, [S. l.], v. 9, n. 1, p. 88–98, 2014. DOI: 10.31977/grirfi.v9i1.597. Disponível em: https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/597. Acesso em: 16 nov. 2021.
SANTOS, Viviane. O universo apolíneo e dionisíaco da tragédia grega no pensamento de Nietzsche “Existência e Arte”. Revista Eletrônica do Grupo PET – Ciências Humanas, Estética e Artes da Universidade Federal de São João Del-Rei, ano IV, n. IV, jan./dez. 2008.
VASCONCELLOS, Paulo Sérgio de. Mitos Gregos. São Paulo: Objetivo. 1998.
WEBER, José Fernandes. A teoria Nietzschiana da Tragédia. Trans/Form/Ação, São Paulo, v. 30(1). p. 205-223, 2007.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2021 DOUGLAS ORBEN

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Português (Brasil)
English
Español (España)
Deutsch
Italiano