AS CONTRIBUIÇÕES DAS HISTÓRIAS INFANTIS PARA OS PROCESSOS DE AUTO(TRANS)FORMATIVOS DE EDUCADORES(AS)
Abstract
O minicurso As Contribuições das Histórias Infantis para os Processos de Auto(Trans) Formativos de Educadores relata um pouco sobre a experiência da pesquisadora enquanto participante do Grupo “Hora do Conto: meninos e meninas lendo o mundo e a palavra”, da Universidade Federal de Santa Maria/RS, as contribuições do grupo para a sua formação pessoal e profissional e a trajetória que a levou escolher o mesmo para desenvolver sua dissertação de Mestrado.
Ser educador(a) atualmente remete a necessidade de tornar-se pesquisador(a) a fim compreender que é possível buscar novos saberes, repensar e refazer o pensado e o feito, pois segundo Freire (1998, p. 47) “às vezes, mal se imagina o que pode passar a representar na vida de um aluno o simples gesto do professor”.
Nas práticas pedagógicas diárias, espaços inclusive nas contações de histórias infantis, muitas vezes vemos ações esvaziadas da emoção, feitas mecanicamente sem saber a serviço de quem, para quê e por que acontecem . Os momentos de contações de histórias, ao invés resgatar a imaginação, o prazer ao ler, ao escrever, ao falar e ouvir, muitas vezes, podam os sonhos na caminhada dos meninos e meninas na constituição de tornar-se homens e mulheres felizes. Sendo assim,
Reeducar nosso olhar, nossa sensibilidade para com os educandos e as educandas pode ser de extrema relevância na formação de um docente-educador. Pode mudar práticas e concepções, posturas e até planos de aula, de maneira tão radical que sejamos instigados(as) a aprender mais, a ler mais, a estudar como coletivos novas teorias, novas metodologias ou novas didáticas. (Arroyo, 2004, p. 62)
Ser educador/a e ser contador/a de história é uma sensibilidade e capacidade humana a ser aprendida, e precisa de uma auto(trans)formação permanente, com muita escuta sensível, olhar afetivo e atento ao/a outro/a, e coragem de ousar criar e fazer o novo, emergindo o “humano do humano da docência”.
A humana docência não se preocupa apenas com analisar histórias infantis, mas oportunizar que os educandos e educadores viviam a história junto aos personagens, experienciando situações vividas e que são transformadas no decorrer que a história vai sendo contada. Envolvidos pelos enredos, contador(a) de histórias e ouvintes passam a estabelecer laços afetivos e caminhar juntos, dialogando permeados pela amorosidade. E Arroyo (2008) escreve que muitos/as professores/as, sensibilizados/as com as fragilidades da educação, do distanciamento entre os conteúdos e a vida dos/as educandos/as, buscam sentir com quem caminham, uma vez que “formar-se é reconhecer que nenhuma forma acabada existe a priori, dada do exterior” ( JOSSO, 2010, p.76)
Aos poucos, o/a educador/a pode constituir-se em sujeito da sua auto(trans)formação permanente, intersubjetivamente, pelo diálogo-problematizador e amoroso com os/as outros/as, descobrindo-se e assumindo-se como um ser condicionado e inacabado, mas capaz de transformar as “situações limites” em “possibilidades” para o “inédito viável” na sua profissão e na sua vida (FREIRE, 1998).
Riferimenti bibliografici
ARROYO, Miguel G. Ofício de Mestre: Imagens quebradas- trajetórias e tempos de alunos e mestres. 4 ed.Petrópolis: Vozes, 2004.
______, Miguel G. Ofício de Mestre: Imagens quebradas- trajetórias e tempos de alunos e mestres. 4 ed.Petrópolis: Vozes, 2008.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1998.
JOSSO, Marie-Christine. Caminhar para Si. Trad. Albino Pozzer. Coord. Maria Helena Menna Barreto Abrahão. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2010 a.
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