ESTRATÉGIAS DE LEITURA DA INFÂNCIA À JUVENTUDE

Autores/as

  • Luana Iensen Gonçalves

Resumen

            Para desenvolver não apenas o interesse pela leitura em si, mas especialmente à leitura literária, uma das estratégias é a contação de histórias. O ato de narrar fatos oralmente é tão antigo quanto à humanidade. As epopeias clássicas, antes de serem escritas, ecoaram pelo imaginário dos ouvintes assim como as histórias de As mil e uma noites. Dessa forma, prender a atenção do aluno pela audição faz aguçar os outros sentidos.

Diante desse contexto, a oficina Estratégias de Leitura da Infância à Juventude tem por objetivo propor atividades de práticas leitoras literárias referentes ao ensino fundamental e médio a partir da troca de experiências entre oficineira e participantes.

A oficina se desenvolverá a partir de uma reflexão inicial sobre a leitura literária e então diferentes práticas serão realizadas pelo grupo participante.

É possível perceber na contação de histórias a forma mais agradável de brincar com a literatura tornando-a útil e agradável. Agradável no sentido de encantar, fascinar, sensibilizar, fazer vivenciar e inspirar a busca de novos mundos. A leitura, então, se configura como útil no sentido de veicular valores, como o respeito ao homem e à natureza, a solidariedade, a amizade, o amor, a bondade, a fraternidade.

Podemos afirmar que usamos a literatura não apenas como fonte de prazer, de incentivo à leitura, mas como um instrumento transformador da sociedade. Tentamos mostrar que ela pode também ser um meio formador de uma nova mentalidade. Pois, a arte de contar histórias não só propicia lazer, mas desperta o senso crítico dos adolescentes, já que eles passam a ser vistos como cidadãos em sua formação e propagadores de cultura.

A arte de contar histórias é uma prática milenar que teve seu início desde os primórdios da humanidade por meio da tradição oral. Essa habilidade de contar e recontar histórias amplia o universo literário, desperta o interesse pela leitura e estimula a imaginação a partir da construção de imagens interiores e é importante no aprendizado desde a educação infantil ao ensino médio, pois é maneira de despertar a curiosidade para novas leituras.

 

os textos literários canalizam, portanto, a descoberta do que é essencialmente humano, enquanto os leitores, movidos por sua sedução, interagem com a vida e lhe dão forma. Essa função da literatura tem uma relevância ainda maior quando orientada para o receptor infantil, uma vez que o auxilia a estabelecer atitudes e comportamentos, a lidar com desafios pessoais e a tomar consciência de constrições impostas pelos padrões de comportamento social  (SARAIVA, 2001, p. 19).

 

Dessa forma, a leitura se configura como uma ligação privilegiada com o real, pois engloba o convívio com a linguagem e com o exercício de interpretação, sociabilizando os ouvintes e os adolescentes contadores com suas realidades/vivências.

Assim, entendemos a literatura, no âmbito da contação de histórias, como uma fonte essencial de aprendizagem. Weschenfelder (2005) explica que a ação de ouvir e contar histórias estimula o gosto pela leitura das crianças/adolescentes, assim como o desenvolvimento da expressão e a própria escritura.

A atividade de contação das histórias tem ampliado as possibilidades de leitura e significação das histórias, promovendo “a descoberta e atribuição de sentidos, carregando a leitura de significações. O leitor, entendendo o texto, procura se entender e busca também o entendimento do próprio mundo em que se situa” (WESCHENFELDER, 2005, p.117).

Biografía del autor/a

Luana Iensen Gonçalves

Graduada em Letras Português pelo Centro Universitário Franciscano e Curso de Jornalismo na mesma Instituição. Atua como professora de Língua Portuguesa no Colégio Antônio Alves Ramos, Genius Cursos Preparatórios, G10 e Alternativa Pré-vestibular.

Citas

PAULINO, Graça; COSSON, Rildo. Letramento literário: para viver a literatura dentro e fora da escola. In: RÖSING, Tânia M.K; ZILBERNAM, Regina (orgs.). Escola e leitura: velha crise, novas alternativas. São Paulo: Global, 2009. p.61-79.

SARAIVA, Juracy Assmann; BECKER, Célia Dóris; VALE, Luiza Vilma P. Do plano do choro ao plano da ação. In: SARAIVA, Juracy Assmann (org.) Literatura e Alfabetização: do plano do choro ao plano da ação. Porto Alegre: Artmed editora, 2001. p.11-20.

WESCHENFELDER, Eládio Vilmar. Contar histórias: vozes contagiantes da narrativa presencial. In: RETTENMAIR, Miguel e RÖSING, Tânia (orgs.). Questões de leitura para jovens. Passo Fundo: Ed. Universidade de Passo Fundo, 2005. p.109-124.

Publicado

2026-07-21

Cómo citar

IENSEN GONÇALVES, L. . ESTRATÉGIAS DE LEITURA DA INFÂNCIA À JUVENTUDE. Anais do Congresso Internacional de Educação, Santa Maria, RS, 2026. Disponível em: https://revistas.fapas.edu.br/index.php/congressoeducacao/article/view/648. Acesso em: 14 ago. 2026.