O NOVO E O VELHO PERPASSANDO A RELAÇÃO NA EDUCAÇÃO
ENTRE ESCUTAS E OBSERVAÇÕES A PERCEPÇÃO JOGADA AOS OLHOS
Palabras clave:
Relação, Adolescente, Educação, IntergeracionalidadeResumen
O presente artigo tem como objetivo apresentar uma análise e reflexão sobre uma intervenção escolar realizada em um município do interior do estado do Rio Grande do Sul, a partir de uma disciplina do curso de Psicologia que possibilitou pensar a relação professor-aluno, bem como outras questões que permeiam o espaço educacional. Neste sentido, foi possível perceber que a relação professor-aluno estava atravessada por questões não só escolares e de ensino-aprendizagem, mas por questões socioculturais, principalmente o processo de adolescer e envelhecer, e relações intergeracionais. Buscar-se-á no decorrer desse percurso analisar essas questões, mobilizando as noções de “novo” e “velho” como parte de um mesmo processo no âmbito da educação. Procura-se suscitar, então, uma relação em que sujeitos possam costurar entre o velho e o novo dentro de um movimento pendular que possa desenlear e (re)costurar cada nó que gere sofrimento. Encontrar-se em meio a uma costura ao invés de alfinetarem-se, sentir o agora enquanto se conhece o tradicional e o contemporâneo – um possibilitando a existência do outro. Assim dentro de um espaço permeado por diferentes singularidades torna-se possível construir uma história (encontrar-se) a partir de uma história que já está dada (o desencontro entre o velho e o novo).
Citas
AMADOR, F.; FONSECA, T. M. G. Da intuição como método filosófico à cartografia como método de pesquisa – considerações sobre o exercício cognitivo do cartógrafo. Arquivos Brasileiros de Psicologia, v. 61, n. 1, p. 30-37, 2009.
BAREMBLITT, G. F. Compêndio de análise institucional e outras correntes: teoria e prática. 5ed. Belo Horizonte, MG: Instituto Felix Guattari (Biblioteca Instituto Félix Guattari; 2), 2002.
FERNANDES, R. Representações Sociais de Adolescentes Escolares sobre Idoso e Velhice: subsídios para o cuidado clínico de enfermagem. Universidade Estadual do Ceará. Disponível em: <http://www.uece.br/cmacclis/dmdocuments/RAFAELLY%20FERNANDES%20-%20p%C3%B3s%20defesa.pdf>. 2012.
FERREIRA, A. J.; SILVA, R. F. D. da. Educação e Envelhecimento. Uma leitura da Educação e do ensino. Porto Alegre: EdiPUCRS, 2012.
GUIRADO, Marlene. Psicologia Institucional: o exercício da Psicologia como Instituição. São Paulo, Universidade de São Paulo - Interação em Psicologia, 2009,13(2), p. 323-333.
LEVISKY, D. L.; Adolescência: reflexões psicanalíticas. 4. Ed. São Paulo: Editora Zagodoni, 2013.
OSÓRIO, C. Projeto Político Pedagógico. 2013.
OUTEIRAL, J. Adolescer – Estudos Revisados sobre Adolescência. Rio de Janeiro. 2ª edição Revisada, Atualizada e Ampliada. Livraria e Editora Revinter Ltda, 2003.
ROLNIK, S. Cartografia sentimental, transformações contemporâneas do desejo. São Paulo: Editora Estação Liberdade, 1989.
SAFRA, G. A pó-ética na clínica contemporânea. Aparecida, SP. Ideias & Letras, 2004.
SENA, T. B. de. O envelhecimento na sala de aula: A importância de atividades educativas intergeracionais na educação básica. Revista Portal, n.15, Out. 2011. Disponível em: <http://www.portaldoenvelhecimento.org.br/revista/index.php>.
SOUSA, E. L. A. de. Uma invenção da utopia. São Paulo. Lumme Editor, 2007.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Camila Lopes Soares, Luciéli Mai Saifert, Camilla Baldicera Biazus, Izaque Machado Ribeiro

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
Português (Brasil)
Deutsch
English
Español (España)
Italiano