Anais da Semana Acadêmica de Filosofia https://revistas.fapas.edu.br/index.php/safilosofia <p>Os <strong>Anais da Semana Acadêmica do Curso de Filosofia da FAPAS</strong> é uma publicação que reúne artigos completos de trabalhos apresentados durante a Semana Acadêmica do Curso de Filosofia da FAPAS, evento promovido pela Coordenação do Curso e o Diretório Acadêmico, que tem como objetivo reunir alunos, professores e a comunidade acadêmica em geral para a discussão de temas filosóficos em suas diferentes temáticas e abordagens. Desde o segundo semestre de 2014, esses trabalhos integram-se ao Portal de Periódicos da Faculdade Palotina, que tem como princípio ampliar o acesso às produções científicas organizadas pela Instituição, atendendo ao público interno e externo. <strong>ISSN:</strong> 2359-6597<strong> [DESCONTINUADO]</strong></p> pt-BR Anais da Semana Acadêmica de Filosofia 2359-6597 A CRÍTICA DE HEIDEGGER ACERCA DA METAFÍSICA CLÁSSICA https://revistas.fapas.edu.br/index.php/safilosofia/article/view/310 <p>O presente trabalho elenca um estudo reflexivo-filosófico acerca da ontologia, na ênfase da crítica de Heidegger acerca da metafísica clássica. Tendo presente o desenrolar da Metafísica tradicional, empenhamo-nos a dissertar a perspectiva crítica de Heidegger sobre a visão da antiga ontologia. A metafísica enquanto sapiência é considerada como o saber mais elevado e diferenciado dos outros saberes. Nessa proposta, de estudar o ser enquanto ser, ela se depara com o problema mais fundamental da tradição histórica: o ôntico e o ontológico foram concebidos apenas em um conceito único, isto é, o ser e ente interpretados como entidade. Na reconstrução desta percepção ôntica, salientamos a questão do ser como problema metafísico por excelência e também a nova abordagem da concepção ontológica de Heidegger. Sendo que, pela diferença ôntico-ontológico, demonstramos o desvelamento do sentido do ser e a elaboração do novo caminho para interpretar a questão do ser.</p> Ernest Cadet Copyright (c) 2024 Ernest Cadet https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-12-17 2024-12-17 CRÍTICA DE NIETZSCHE À COMPAIXÃO SCHOPENHAUERIANA https://revistas.fapas.edu.br/index.php/safilosofia/article/view/313 <p>O presente trabalho tem como objetivo apresentar as principais considerações das críticas de Nietzsche no que diz respeito à fundamentação da moral de Schopenhauer. A doutrina schopenhaueriana, a qual fundamenta a moral na compaixão, é alvo de duras críticas nietzschianas, ao estipular que as ações dotadas de valor moral são somente aquelas que levam em consideração o outro. Para isso, torna-se necessário uma revisão das teses schopenhaurianas, segundo as quais, o egoísmo é o motivo antimoral por excelência e, contrariamente, o altruísmo é a base legítima da moralidade, ou seja, a compaixão como única e possível fundamentação da moral.</p> Amanda Pires Pedrozo Alceu Cavalheiri Copyright (c) 2024 Amanda Pires Pedrozo, Alceu Cavalheiri https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-12-17 2024-12-17 POSIÇÃO ORIGINAL E A CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE JUSTA https://revistas.fapas.edu.br/index.php/safilosofia/article/view/316 <p>No presente trabalho, vamos apresentar de forma concisa a ideia de posição original em John Rawls (1921 - 2002). A partir de um estudo sistemático da sua obra: <em>O Liberalismo Político;</em> queremos abordar em nossa pesquisa os princípios constitutivos que orienta uma sociedade justa. Dessa forma para entendermos a justiça dentro de uma sociedade, Rawls cria uma condição hipotética: a posição original. Ela é feita por todos os cidadãos livre e iguais, razoáveis e racionais. Nela todos devem ter as mesmas oportunidades (condição equitativa), por isso sob um véu da ignorância, os cidadãos não têm vantagens sobre os outros, e sim as mesmas oportunidades para viver bem em uma sociedade. Assim, nessa sociedade o dever do estado é salvaguardar a liberdade dos cidadãos e defender a justiça. É uma instituição neutra que cria uma constituição para defender uma sociedade democrática e principalmente a liberdade e a igualdade dos cidadãos.</p> Matheus Estevam Pereira Copyright (c) 2024 Matheus Estevam Pereira https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-12-17 2024-12-17 A METAFÍSICA POR TRÁS DA ÉTICA SCHOPENHAUERIANA https://revistas.fapas.edu.br/index.php/safilosofia/article/view/311 <p>Explora-se no presente artigo a existência de uma concepção metafísica por trás da teoria ética defendida pelo filosofo Arthur Schopenhauer. Para o desenvolvimento desta investigação será utilizado às obras: <em>Sobre o Fundamento da Moral </em>e <em>O mundo como vontade e como representação. </em>A partir dessa analise apresentar-se-á o conceito de compaixão, esse sentimento demostra-se essencial na medida em que o filósofo o utiliza como fundamento de sua moral, também será apresentado o conceito de Vontade dada a sua centralidade na metafísica Schopenhaueriana. Exposto esses conceitos discutiremos as suas relações, pois, da forma na qual o sujeito, segundo Schopenhauer, se compadece com o outro, identificando-o como um “eu-mais-uma-vez” juga-se que a ideia de Vontade perpassa a ideia compaixão, por isso os indivíduos compreendem o outro como uma extensão sua, uma vez que em ultima instancia tudo ou todos pertenceriam à vontade.</p> Luciana Vanuza Gobi Copyright (c) 2024 Luciana Vanuza Gobi https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-12-17 2024-12-17 INVESTIGAÇÕES ACERCA DO OBJETO INTENCIONAL DA MEMÓRIA https://revistas.fapas.edu.br/index.php/safilosofia/article/view/314 <p>Este artigo pretende analisar três teorias a respeito do que é o objeto intencional da memória. As teorias abordadas são o realismo direto, o realismo representativo e o pragmatismo em filosofia da memória. A primeira delas defende que quando lembramos, acessamos um evento passado sem intermédios; a segunda argumenta que acessamos diretamente uma representação do evento passado; a última, elaborada recentemente, afirma que nossas lembranças são determinadas por nossas ações. Apresentamos a ideia central de cada teoria, com quais outras teorias sobre a memória elas relacionam e as principais objeções que enfrentam. Após isso, demonstramos a nossa posição, qual seja, o realismo representativo nos parece a alternativa mais viável entre as opções atuais.</p> Úrsula Maria Coelho Lied Copyright (c) 2024 Úrsula Maria Coelho Lied https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-12-17 2024-12-17 TEORIA HÍBRIDA DA MEMÓRIA https://revistas.fapas.edu.br/index.php/safilosofia/article/view/317 <p>A memória episódica é um tipo de memória que pressupõem consciência autonoética, isso quer dizer que a pessoa que está rememorando deve estar ciente de estar recuperando um evento que já foi experienciado por ela previamente. Existem duas teorias principais que pretendem descobrir quais mecanismos e como se dá o funcionamento da memória episódica. De um lado a teoria causalista que defende a memória enquanto preservacionista dos seus conteúdos, e do outro lado, temos a teoria simulacionista que defende uma memória generativista. Para decidir qual das teorias melhor explica a memória episódica serão postas as críticas embasadas nas recentes pesquisas sobre a memória feitas por Sarah Robins, para assim mostrar a importância de uma abordagem híbrida da memória.</p> Bruna Natália Richter Copyright (c) 2024 Bruna Natália Richter https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-12-17 2024-12-17 A COMPREENSÃO DE ESSÊNCIA NA FILOSOFIA ARISTOTÉLICA SEGUNDO XAVIER ZUBIRI https://revistas.fapas.edu.br/index.php/safilosofia/article/view/309 <p>O presente artigo tem por finalidade apresentar a temática sobre a essência na filosofia aristotélica sob a interpretação de Xavier Zubiri (1898-1983). Para tanto, far-se-á o percurso filosófico elaborado pelo filósofo basco desde o seu tratado <em>Sobre a essência</em>, obra de um período denominado como de sua ‘maturidade filosófica’, para daí colher os resultados de sua investigação. Tendo Aristóteles como seu interlocutor, Zubiri faz ver que, no estagirita, a essência será o correlato real da definição. Para se chegar a esta afirmação, há de se realizar um percurso argumentativo que se desdobra, primeiramente, na compreensão prévia de essência que o próprio Zubiri tem para, em seguida, adentrar na temática aristotélica.</p> Jairo Vieira da Silva Junior Copyright (c) 2024 Jairo Vieira da Silva Junior https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-12-17 2024-12-17 CIÊNCIA COGNITIVA DA RELIGIÃO, POSSESSÃO ESPIRITUAL E FILOSOFIA https://revistas.fapas.edu.br/index.php/safilosofia/article/view/312 <p>A Ciência Cognitiva da Religião (CCR) é um novo campo de pesquisa o qual se vale das ciências cognitivas para explicar fenômenos religiosos. O objetivo do presente artigo é examinar um tópico em particular coberto pela CCR, qual seja, a possessão espiritual. Mais especificamente, este ensaio tem como foco uma investigação realizada pela antropóloga Emma Cohen no nordeste do Brasil acerca de transferências mentais em cerimônias realizadas por membros de tradições religiosas afro-americanas, bem como as possíveis implicações filosóficas de tal estudo. Será argumentado que as pesquisas da CCR poderiam ser consideravelmente enriquecidas através de um engajamento conjunto em discussões filosóficas, sobretudo tópicos de Filosofia da Mente.</p> Ana Paula Foletto Marin Gabriel Garmendia da Trindade Copyright (c) 2024 Ana Paula Foletto Marin, Gabriel Garmendia da Trindade https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-12-17 2024-12-17 JOHN RAWLS E A CRITICA FEMINISTA A SUA TEORIA https://revistas.fapas.edu.br/index.php/safilosofia/article/view/315 <p>John Rawls proponha caminhos a serem percorridos na Teoria da Justiça, caminhos esses que possam ser capaz de maximizar os problemas sociais, assegurando assim dois valores, a saber: o da liberdade enquanto valor do ser humano, e a igualdade entre indivíduos de uma mesma sociedade. Todavia sua Teoria da Justiça apresenta alguns “pontos falhos”, segundo críticos de Rawls. Ele também recebe forte criticas dos movimentos Feministas, segundo esse movimento Rawls se “omitido” a questões de gênero na sua Teoria da Justiça. Mesmo nos “pontos falhos” da teoria é preciso reconhecer que Rawls faz uso de alguns termos que reportam ao direito e deveres de todos os indivíduos dentro da sociedade, tais como: cooperação social, mas principalmente a “posição original” sobre um “véu da ignorância”. A ideia da posição original é estabelecer um processo equitativo, de modo que quaisquer princípios aceitos sejam justos. O objetivo é usar a noção de justiça procedimental pura como fundamento da teoria.</p> Valdinei Cagnini Copyright (c) 2024 Valdinei Cagnini https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-12-17 2024-12-17 O CONCEITO DE PESSOA EM BOÉCIO https://revistas.fapas.edu.br/index.php/safilosofia/article/view/319 <p>Este artigo, oriundo de uma pesquisa bibliográfica, tem como objetivo apresentar de forma simples a definição de pessoa apresentada por Boécio. Mas antes que se apresente a definição, é necessário que compreendamos os motivos que o levaram a estudar e apresentar esta conclusão. Boécio, após enfrentar inquietudes acerca das heresias cometidas por Êutiques e Nestório nos Concílios de Éfeso (431) e Calcedônia em (451), usa do seu tempo para discorrer sobre tais temáticas. Conclui suas pesquisas apresentando a seguinte definição de pessoa: Substância Individual de Substancia Racional. Deve-se lembrar que Boécio tem conhecimento do termo <em>hipóstasis</em> que foi uma das definições de pessoa apresentada por Plotino e sustentada também pelos padres Capadócios. No discorrer deste artigo, tratarei de esclarecer sobre estes termos acima citados.</p> Hayan Deonir Flach Copyright (c) 2024 Hayan Deonir Flach https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-12-17 2024-12-17 A PROBLEMÁTICA DOS UNIVERSAIS NO PERÍODO MEDIEVAL https://revistas.fapas.edu.br/index.php/safilosofia/article/view/320 <p>Este artigo oriundo de uma pesquisa bibliográfica, tem por objetivo apresentar de forma sucinta, a problemática dos universais durante o período medieval, com enfoque principal em Boécio, Pedro Abelardo e Guilherme de Ockham. Boécio é conhecido por ter uma filosofia ontognosiológica, ou seja, ligação da realidade ontológica para explicar a epistemológica. Pedro Abelardo é conhecido por um realista moderado, cujo afirma que os universais não existem de forma ontológica, mas existem de forma semântica de significação como predicáveis de muitos sujeitos. Guilherme de Ockham por sua vez, apresenta que os universais não existem <em>extra animam,</em> pois tudo o que existe desta maneira são realidades individuais. Neste sentido, os universais são realidades <em>in anima, </em>são conceitos ou nomes convencionados para cada coisa ou ser.</p> Marcelo Kloch Copyright (c) 2024 Marcelo Kloch https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-12-17 2024-12-17 https://revistas.fapas.edu.br/index.php/safilosofia/article/view/321 <p>O presente trabalho é um ensaio analítico do problema dos universais proposto na obra <em>Metafísica</em> de Aristóteles. Tomando como objeto o conteúdo aporético da XV questão do Libro <em>B</em> da referida obra, buscar-se-á apresentar uma possível solução para esta aporia<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>. Primeiramente realizaremos uma exposição axiomática do problema. Em seguida, reconstituiremos a gênese metafísica da aporia. Pretendemos, ainda, desenvolver uma explanação sobre a relevância deste problema para o sistema de investigação ‘ousiológico’ de Aristóteles, e, finalmente, proporemos uma solução para o paradoxal problema dos princípios.</p> <p>&nbsp;</p> <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a>“(gr. àrcopía; in. Aporia; fr. Aporie, ai. Aporie, it. Aporia). Esse termo é usado no sentido de dúvida racional, isto é, de dificuldade inerente a um raciocínio, e não no de estado subjetivo de incerteza. É, portanto, a dúvida objetiva, a dificuldade efetiva de um raciocínio ou da conclusão a que leva um raciocínio. P. ex., "As A. de Zenão de Eléia sobre o movimento", "As A. do infinito", etc.” (ABBAGNANO, 2007, p. 75)</p> Jonas Gabriel Vilela Santos Filipe Gomes Freitas Copyright (c) 2024 Jonas Gabriel Vilela Santos, Filipe Gomes Freitas https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-12-17 2024-12-17 VERIFICAÇÃO DE NIETZSCHE SOBRE A EDUCAÇÃO https://revistas.fapas.edu.br/index.php/safilosofia/article/view/318 <p>Este trabalho tem por objetivo analisar a proposta que Friedrich Nietzsche apresenta sobre a educação. Dentro do processo educativo observado por Nietzsche, é percebido que o ensino está voltado para especialização e capacitação para o trabalho e não para o florescimento do pensar ou à reflexão. Nietzsche afirma que tarefa do mestre é purificar a cultura, ou seja, o professor tem a tarefa de ser mestre e escultor. Primeiramente ele precisa se avaliar para melhor se conhecer dentro do seu saber. Ao longo do processo educacional ir guiando o aluno ao verdadeiro conhecimento, e ao puro processo de reflexão de si e do mundo onde vive. Explanarei exposição à crítica apresentada por Nietzsche ao sistema educacional de sua época, a cultura como processo educacional. Abordarei ainda que o filósofo afirma que para uma boa educação é preciso valorizar a primeira cultura do aluno, para que desta forma ele possa mudar a sociedade.</p> Teilor Venturini Copyright (c) 2024 Teilor Venturini https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-12-17 2024-12-17